Saiba como e onde fazer camping de luxo nos EUA

Por THE NEW YORK TIMES.

Conforto e sofisticação em parques nacionais como Yellowstone e Smoky Mountains.

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Empresas oferecem camping com glamour. (Collective Retreats / Collective Retreats)

Acampar no meio do mato, com todos os confortos de um hotel de luxo, incluindo camas de verdade, móveis sofisticados e serviçais atenciosos, é uma atividade que existe desde o tempo dos safáris africanos do século XIX. Hoje conhecido como glamping – fusão das palavras “glamour” e “camping” –, o híbrido explodiu, fazendo surgir este ano uma nova onda de destinos nas mais diversas faixas de preços.

Para o viajante, a opção oferece acesso conveniente à natureza sem o investimento em equipamentos ou a necessidade de se preocupar com tarefas como juntar gravetos para a fogueira e sem sofrer com as inconveniências mais comuns, como farpas de madeira nos dedos, dormir debaixo de chuva e acordar gelado.

“Hoje em dia o pessoal quer uma mudança radical de cenário, esquecer o trânsito, o transporte público, o ambiente de trabalho, a poluição sonora constante e a invasão dos smartphones. GO glamping é a solução perfeita para quem quer ‘se desconectar para reconectar'”, explica George Morgan-Grenville, fundador e CEO da agência de turismo de luxo Red Savannah.

Para provar o crescimento do segmento, as maiores empresas dos EUA no setor estão em ritmo de expansão. Tanto o Under Canvas como o Collective Retreats recentemente conseguiram novos financiamentos: US$17 milhões e US$10 milhões, respectivamente. O Resort at Paws Up, em Montana, com quase quinze mil hectares, é um dos últimos a montar, em 2005, barracas luxuosas com quadros nas paredes de lona, tapetes no piso de madeira e edredons macios nas camas, inaugurando as primeiras acomodações com três quartos e dois banheiros do gênero no ano passado.

De fato, os locais mais populares para glamping estão crescendo de uma maneira que lembra mais os hotéis tradicionais. O Firelight Camps de Ithaca, Nova York, pretende abrir uma filial em Catskills ainda este ano com um restaurante de uma das sócias, a chef Emma Frisch, que há pouco publicou o livro de receitas “Feast by Firelight”, incluindo os pratos servidos diariamente no café da manhã e jantares ocasionais do acampamento.

O site Glamping.com reúne quase 800 sugestões no mundo todo, incluindo pousadas, casas de árvore e chalés – ou seja, basicamente qualquer acomodação em um cenário natural com serviço de luxo – mas as sugestões abaixo, todas novas, seguem a definição clássica, oferencendo apenas barracas.

Aventuras Urbanas

Poluição visual, sonora e incômodos noturnos, humanos ou não, não diminuem o interesse de alguns empresários do setor em se estabelecer nas cidades. O destaque vai para o Collective Governors Island, que colocará 37 barracas em uma ilha no Cais de Nova York, quando começar a operar integralmente, em julho (diárias a partir de US$150). A Collective Retreats vem montando acampamentos sazonais desde 2015, quando foi inaugurada em Vail, no Colorado. O de Nova York terá restaurante, oferecerá massagens e algumas barracas terão banheiro próprio. Outras terão a opção de compartilhamento, mas todas têm varanda mobiliada e camas de madeira com lençóis de 1.500 fios.

Alguns hotéis de luxo aderiram à novidade e já oferecem glamping nos terraços privados de suas suítes principais, incluindo o Gwen Hotel de Chicago, o Beverly Wilshire, um Four Seasons Hotel de Beverly Hills, Califórnia, e Le Méridien Denver Downtown, com diárias entre US$3.500 e US$15 mil.

Diversos tipos de “barracas”estão disponíveis para quem quer acampar em alto nível. (Collective Retreats / Collective Retreats)

Na natureza

A Under Canvas opera resorts de glamping sazonais perto de parques nacionais, entre eles Yellowstone, Zion e Glacier. No mês passado, inaugurou o Under Canvas Rushmore, na Dakota do Sul, que funcionará até 1º de outubro. O complexo florestal, alimentado por energia solar, é composto de 80 barracas para quatro pessoas cada, com fogão à lenha, algumas com banheiro conjugado, com vista para o Monte Rushmore (a partir de US$209).

Os hóspedes podem tomar um café da manhã substancioso e saborear um bom jantar com carnes defumadas, grelhadas e assadas no local, e a cozinha também prepara pacotes de almoço para aqueles que quiserem escalar, pedalar ou fazer os safáris de jipe.

Em trinta de agosto, o Under Canvas Great Smoky Mountains abrirá as portas em Gatlinburg, no Tennessee, com 54 barracas em 81 hectares perto do parque nacional (a partir de US$199).

O Collective Hill Country, segunda inauguração deste verão de um resort de glamping da Collective Retreats, está localizado em uma fazenda de 91 hectares perto de Austin, no Texas, oferecendo atividades como passeios a cavalo e excursões a vinícolas. Os hóspedes das doze barracas disponíveis poderão degustar de pratos como canjiquinha com jalapeño e cheddar e ossobuco de javali (a partir de US$400).

Às margens do rio Hudson, em Kingston, Nova York, a Terra Glamping deve abrir as portas este mês do Hutton Brickyards, com 25 barracas com colchão ortopédico e toalhas e robes turcos (diárias a partir US$225). Há bicicletas, caiaques e equipamento de SUP disponível para os hóspedes, além de lanternas e candeeiros para a noite.

Para quem prefere praia, a Wild Lotus opera um acampamento na ilha caribenha de Antígua. As barracas têm colchões infláveis, refrigerador portátil e gelo, e os hóspedes têm acesso aos chuveiros do bar vizinho (diárias a partir de US$149). Ou você pode ficar no acampamento florestal da empresa ali pertinho, em Montserrat.

Entre as novidades verdadeiramente glamorosas, o Rosewood Luang Prabang foi inaugurado em março, em um local na mata próximo à cidade que lhe empresta o nome, com seis barracas de luxo entre as 23 acomodações (diárias a partir de US$724). E embora fiquem bem perto da natureza, os hóspedes das dez suítes têm acesso à piscina, ao spa, ao restaurante e a atividades como aulas de culinária e cruzeiros pelo rio Mekong.

Como na propriedade de Rosewood, o badalado arquiteto Bill Bensley também criou o Capella Ubud, inaugurado em junho em Bali. O retiro indonésio tem 23 barracas, decoradas para lembrar o clima das viagens coloniais do século XIX. Até a academia funcionará sob a lona, como também o lounge Officers Tent (diárias a partir de US$838, café da manhã incluído).

No agito

A barraca foi criada para oferecer abrigo das forças da natureza, e as versões mais requintadas são cada vez mais comuns em locais remotos, acessíveis para uma estadia mínima de vários dias.

Neste verão, a Off the Map Travel está lançando pacotes de três noites para as Ilhas Lofoten, na Noruega, região montanhosa e pontilhada de fiordes acima do Círculo Ártico, baseada em barracas decoradas no estilo indígena da tribo sami. Entre as atrações, passeios de caiaque, caminhadas e observação de baleias (três noites, de junho a agosto, a partir de 1.499 libras, ou cerca de US$1.995).

Em setembro, a Peru Ecocamp inaugurará cinco acampamentos ao longo da trilha Salkantay, que leva a Machu Picchu. Os hóspedes podem caminhar entre os acampamentos estabelecidos a altas altitudes, movidos a energia solar, cujas barracas, com direito a cúpulas, tem banheiro privativo e fogão à lenha. Cada um terá refeitório próprio, horta orgânica e bar (pacote de sete noites a partir de US$3.791).

A REI Adventures expandirá este ano seu programa Signature Camping, que leva acampamentos móveis de luxo a locais remotos, com a novidade no Monte Kilimanjaro. Duas rotas diferentes no ponto mais alto da África oferecerão pernoite em acampamentos montados antes da chegada dos hóspedes e incluem barracas espaçosas com camas e iluminação, além de uma área comunal mobiliada e restaurante (dez dias a partir de US$4.999).

Para marcar o equinócio da primavera e do outono (no Hemisfério Norte), o Hotel Chaco em Albuquerque, Novo México, e a agência Heritage Inspirations estão oferecendo viagens de dois dias às ruínas de Pueblo, no Parque Nacional Histórico de Chaco Canyon. Depois de um jantar de cinco pratos, observação de estrelas e pernoite em barracas mobiliadas, os hóspedes podem se levantar de madrugada para acompanhar o nascer do sol, que se alinha com a orientação leste-oeste das construções de madeira e pedra, inspiradas astronomicamente. A próxima expedição sai em 22 de setembro (US$750), mas é possível também organizar excursões particulares.

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