Como se preparar para um furacão.

Nos Estados Unidos, as autoridades de proteção de catástrofes, como a Agência Federal de Gestão de Emergência (Fema), pedem aos cidadãos que, antes de mais nada, preparem-se eles mesmos para casos de maior gravidade.

A limpeza do imóvel, pós-tempestade é sempre muito difícil. Por isso um bom seguro é fundamental.





Listas de orientação incluem conselhos que parecem ser evidentes, mas que, aparentemente, não o são para todos.

Celulares, por exemplo, devem estar com as baterias cheias e ser usados somente para o estritamente necessário. Aplicativos que consomem muita bateria, como o Snapchat, não devem ser usados, adverte a Fema (Federal Emergency Management Agency), aparentemente de olho em adolescentes que, mesmo em situações de emergência, não param de publicar fotos.

Se possível, geradores elétricos de emergência devem ser providenciados. A agência também aconselha que, além de alimentos duráveis, devem ser armazenados em casa quatro litros de água por pessoa e dia. Além disso, devem ser disponibilizados um rádio portátil, lanternas e material de bandagem. A Fema recomenda que uma mochila ou sacola esteja sempre à mão e que ela contenha baterias, ataduras, dinheiro, medicamentos e cópias dos documentos pessoais mais importantes.

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Em relação ao Seguro Residencial:

  • INQUILINO:

– Se você mora em uma casa ou apartamento alugado, você precisa ter um “Renters Policy”, que lhe paga em média $20.000 por bens pessoais, pois o proprietário não é responsável pelos seus pertences.

– Jóias, armas, obras de arte e outros bens que não são de uso diário, não são cobertos pelo “Renters Policy”, eles precisam de um seguro específico.

– Tirar fotos e documentar todos os seus bens.

  • PROPRIETÁRIO:

– Confirmar se o seu seguro cobre Furacão, essa cobertura normalmente já está inclusa caso sua casa seja financiada.

– Tirar fotos e documentar todos os seus bens.

– Jóias, armas, obras de arte e outros bens que não são de uso diário, não são cobertos pelo seguro residencial básico.



A colocação de placas de proteção nas janelas é fundamental para protejer a parte interna do imóvel, para evitar que galhos de árvores e outros objetos, sejam arremessados para dentro das casa através das janelas.

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Cidadãos ficam sobrecarregados

Em situações graves, porém, muitas dessas dicas são em vão. Coordenadores de casos de emergência dizem ver cidadãos que tentam proteger as suas janelas com simples fitas adesivas porque a proteção apropriada de madeira já está esgotada nos depósitos. E muitos moradores dizem que acabam sobrecarregados com os cuidados que eles mesmos devem adotar.

“Por onde começar?” é a pergunta mais comum. As precauções a serem adotadas parecem ser demasiadas: os moradores devem contatar centros de ajuda, ter preparados locais seguros para se abrigar, conhecer as rotas de fuga sugeridas, acertar pontos de encontro e procedimentos familiares de fuga e proteger suas residências. Tudo o que estiver ao redor das casas deve ser acondicionado, sobretudo o lixo. E é importante ouvir as notícias para estar a par das instruções das autoridades.

Quando essas pessoas não sabem mais como proceder, costumam recorrer a organizações como a Neighbours 4 Neighbours, que já prestou ajuda durante a devastação provocada pelo Harvey em Houston. Atualmente, esses voluntários estão recolhendo roupas claras, para que pessoas em dificuldades possam ser vistas com mais facilidade no escuro. Além disso, carros e barcos particulares estão sendo colocados de prontidão em locais protegidos, para o caso de faltar ajuda oficial.

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Colapso de linhas telefônicas

As agências de proteção de catástrofes estão verificando as suas linhas telefônicas para que o sistema não volte a cair com o elevado número de ligações de última hora, como aconteceu em Houston. Durante horas, os telefones de emergência estiveram fora do ar. Além disso, não houve uma coordenação correta entre as equipes de resgate, que nem sempre se deslocaram aos locais mais necessitados.

No entanto, as maiores falhas na infraestrutura dos EUA continuam sendo as linhas telefônicas e elétricas terrestres. Os centros de resgate preveem novos colapsos com o furacão que deve atingir o continente americano no fim de semana.

Número de Emergência

Além do tradicional 911, foi disponibilizado o número 311, para quem estiver na Flórida, em alguma situação de emergência e não fale inglês, nesse número os atendentes falam outras línguas.

Por DW



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