Brasileira morre por complicações no parto na Flórida

Por G1.

Família suspeita que hospital foi negligente, pois filha estava com pressão alta e esperou 30 horas por parto normal. Amigas fazem campanha para custear a documentação e cremação do corpo.

A administradora de empresas, Deborah Lethicya da Silva Barbosa, de 30 anos, morreu após complicações no parto em um hospital da Flórida, nos Estados Unidos. Mãe da goiana, a professora Shirlei Maria da Silva, de 48 anos, está desolada e suspeita de negligência médica.

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“Eu estou em pé por força de Deus, choro tanto. Ela era nova, tão linda, esperava tanto essa gravidez, sonhava em ser mãe”, disse Shirlei.

Natural de Goiânia, Deborah Lethicya morreu no último sábado (20). Já a filha, batizada de Valentina, sobreviveu e segue internada até esta segunda-feira (22).

Deborah Lethicya morre após complicações no parto nos Estados Unidos (Foto: Shirlei da Silva/ Arquivo pessoal)
Demora no parto

Segundo a professora, a filha estava na 37ª semana de gestação. No dia 16, por volta das 10h, a administradora foi ao hospital para uma consulta, quando constataram que a pressão dela estava alta e a internaram.

“Ela me ligou e disse: ‘Mãe não tem jeito, a minha pressão está oscilando muito, está em 13 e, do nada, vai para 16. O médico vai induzir meu parto’. Depois, começaram a dar medicação para ela, mas ela não estava sentindo dor nem tendo contrações”, contou a mãe.

Na tarde do dia seguinte, Deborah Lethicya ligou para a mãe contando que ia fazer o parto horas depois.

“Ela disse que estava sentindo uma pressãozinha. Disse ‘que Deus a abençoe e guarde’. Foi a última vez que falei com minha filha. Eu estava na expectativa, mas ninguém me dava notícia, já fiquei aflita”, relatou Shirlei.

Amigas da administradora ligaram para a professora para contar sobre o nascimento de Valentina. Inicialmente, disseram que a goiana estava bem e aguardava um quarto. Porém, horas depois, contaram que Deborah Lethicya sofreu complicações no parto e estava sedada, respirando com a ajuda de aparelhos.

“A amiga dela me disse que a Débora foi fazer o parto normal, mas deu uma parada cardiorrespiratória. Correram com ela para o centro cirúrgico, fizeram cesariana de emergência. Disseram também que o líquido amniótico foi para a corrente e deu trombose amniótica, além de hemorragia e não estavam conseguindo conter”, detalhou Shirlei.

Valentina está internada em hospital dos Estados Unidos (Foto: Shirlei da Silva/ Arquivo pessoal)

Logo após a notícia sobre o quadro crítico de Deborah Lethicya, o pai dela, que mora em outro estado dos EUA, foi para a Flórida acompanhar a filha. Na ocasião, ele e Shirlei ainda tinham esperança que ela sobreviveria.

“Ele falou com ela, passou a mão no cabelo e disse que saiu uma lágrima no olho dela. Eu também mandei um áudio para ela ouvir, falando coisas boas, a gente estava com esperança, mas os órgãos foram falindo”, contou a professora.

Deborah Lethicya morreu na noite de sábado após várias paradas cardiorrespiratórias. Porém, até esta segunda-feira (22), o corpo dela não havia sido liberado. O laudo cadavérico também não foi concluído.

Shirlei critica o atendimento médico. “Eu penso que foi negligente, induziram a um parto por 30 horas. Deveriam ter normalizado a pressão e terem feito a cesariana. As enfermeiras falaram que não estava tendo dilatação e, mesmo assim, tentaram o parto normal”, lamenta.

Deborah Lethicya morre após complicações no parto nos Estados Unidos (Foto: Shirlei da Silva/ Arquivo Pessoal)
Campanha

Após a morte da goiana, amigas que também moram nos Estados Unidos iniciaram uma campanha na internet para custear os trâmites legais e a cremação. Elas pediram U$ 20 mil, o que corresponde a cerca de R$ 66 mil. No entanto, ainda não sabem o valor total dos custos.

“Ela nunca quis velório, sempre me falou isso. Então, quero que tragam as cinzas pro Brasil”, explicou a mãe da goiana.

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