Atirador abre fogo em sinagoga e deixa 11 mortos e 6 feridos nos EUA

Por OGlobo.

Agentes policiais dos Estados Unidos foram convocados com urgência à sinagoga Tree of Life Congregation, em Pittsburgh, no estado da Pensilvânia, contra um atirador, identificado como Robert Bowers, na manhã deste sábado.

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Tiroteio com mortes na Sinagoga de Pittsburgh e investigado como Crime de Ódio. (Foto-Youtube)

Um tiroteio em uma sinagoga de Pittsburgh, na Pensilvânia (EUA), deixou 11 mortos e 6 feridos na manhã deste sábado (27). A informação sobre as vítimas foi confirmada pelo diretor de segurança pública de Pittsburgh, Wendell Hissrich.

Segundo Hissrich, quatro feridos são policiais e nenhuma criança foi morta no tiroteio. Um suspeito foi preso e levado ao hospital.

Nas redes sociais, usuários postavam imagens e vídeos que mostravam intenso policiamento no local no bairro de Squirrel Hill, onde o chamado foi feito por volta das 10h (horário local). De acordo com a testemunha responsável por acionar as forças de emergência, o atirador entrou atirando no templo, o que gerou pânico e correria.

A SWAT, esquadrão de elite da polícia americana, também esteve no local. De acordo com a polícia, ao menos três policiais foram atingidos pelo atirador e tiveram que se proteger atrás de suas viaturas. Ainda que uma pessoa suspeita de ser o autor dos disparos ja ter sido neutralizada, as autoridades responsáveis pelo caso ainda tratam a situação com o estado de “atirador ativo”, uma vez que os agentes precisam vasculhar a área para determinar se ainda existe perigo. Fiéis que estavam na sinagoga no momento do tiroteio também continuam dentro do prédio por questões de segurança.

Segundo a emissora NBC, o suspeito é Robert Bowers, cidadão de 46 anos e morador de Pittsburgh que estava armado com um fuzil AR-15 e várias pistolas. Ainda segundo o canal, uma cerimônia especial acontecia na sinagoga durante o tiroteio, ocasião que pode ter feito o número de pessoas presentes ser maior que o comum. Testemunhas ouvidas pelo site de notícias americano “Heavy” disseram que o atirador gritou “Judeus devem morrer” no momento em que entrou na sinagoga.

A Universidade Carnegie Mellon, nas proximidades, também teria entrado em confinamento, e os estudantes receberiam mensagens dizendo para não saírem da instituição. Policiais também foram mobilizados para outras sinagogas da região como medida de segurança contra uma ação orquestrada.

Este é o mais recente incidente de tiroteio nos Estados Unidos, onde homens armados costumam causar mortes em massa e as armas de fogo estão ligadas a mais de 30 mil mortes por ano.

Michael Eisenberg, ex-presidente da Tree of Life Synagogue, descreve a resposta da polícia às filmagens da sinagoga de sábado em Pittsburgh. (Foto AP / Gene J. Puskar)

Trump sugere pena de morte

Comentando sobre o ataque a tiros, o presidente Donald Trump disse a repórteres que o tiroteio em uma sinagoga de Pittsburgh teve pouco a ver com as leis sobre posse de armas nos EUA e que, se houvesse um guarda armado dentro do templo, os resultados teriam sido diferentes.

De acordo com Trump, o tiroteio mostra que os Estados Unidos devem endurecer as leis que aplicam a pena de morte.

— Acho que uma coisa que devemos fazer é endurecer nossas leis com pena de morte. Quando as pessoas fazem isso, devem receber a pena de morte — afirmou ele.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, expressou solidariedade aos Estados Unidos e às vítimas do “horrível ataque antissemita”.

— Nós nos solidarizamos com a comunidade judaica em Pittsburgh e nos solidarizamos com o povo americano diante dessa terrível violência antissemita — disse Netanyahu em um vídeo postado em sua conta no Twitter.

Michael Eisenberg, ex-presidente da sinagoga Tree of Life, disse à CNN que a porta do templo geralmente fica aberta aos sábados, com os cultos acontecendo, e que o prédio só tem segurança em dias sagrados, feriados e anuários religiosos judaicos.

Ele também afirmou a segurança era uma “grande preocupação” durante seu mandato como presidente e que havia treinamentos sobre tiroteios para “se algo horrível assim acontecesse”. Embora o motivo do tiroteio não tenha sido confirmado, o anti-semitismo e os crimes de ódio aumentaram nos Estados Unidos nos últimos anos. A hipótese de crime de ódio é considerada pelas autoridades.

Esses episódios se multiplicaram no ano passado, refletindo um aumento do antissemitismo em todo o país, quando os incidentes aumentaram 57%, de 1.256 para 1.986 casos, segundo a Liga Antidifamação.

O bairro de Squirrel Hill é historicamente o centro da vida judaica em Pittsburgh e abriga 26% de todas as famílias judias na área, de acordo com um estudo realizado pela Brandeis University. De acordo com a pesquisa de 2017, mais de 80% dos moradores do bairro disseram que se sentiam preocupados com o aumento do antissemitismo.

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