Apartamento em Nova York é vendido por US$ 238 milhões, valor mais caro dos EUA

Por NYT.

Imóvel de 2 mil metros quadrados está no sul de Central Park, região nobre de Manhattan.

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Cobertura do prédio 220 do Central Park foi vendido por US$ 238 milhões (Foto: IMOTHY A. CLARY / AFP)

Um fundo bilionário comprou um apartamento de cobertura no Central Park, em Nova York, por US$ 238 milhões, o valor mais caro que alguém já pagou por uma moradia nos Estados Unidos. A venda, negociada na quarta-feira 24, foi confirmada pelo porta-voz do comprador, Kenneth Griffin.

O imóvel, formado por dois apartamentos com uma metragem total de quase 2 mil metros quadrados, está no topo do número 220 do Central Park South, uma construção erguida por Vornado Trust Realty e desenhada pelo escritório Robert A.M. Stern.

A venda ultrapassa o recorde anterior, também na cidade de Nova York, estimado em US$ 100,5 milhões por um duplex vendido em 2014 na One57, uma região de luxo que ajudou a rebatizar uma sonolenta Midtown como “o lugar dos bilionários”. O recorde americano anterior foi de US$ 137 milhões para uma casa em East Hampton, vendida em 2014. O Wall Street Journal foi o primeiro a noticiar a compra.

Kenneth Griffin, fundador da empresa de investimento Citadel, não é novato em compras estratosféricas. Ele já gastou centenas de milhões de dólares em apartamentos em Nova York, Chicago, Miami e Londres. Ele detém o recorde de ter comprado o apartamento mais caro de Miami, avaliado em US$ 60 milhões em 2015 em Miami Beach. No ano passado, o empresário gastou US$ 58,7 milhões em uma cobertura de Chicago, um recorde para a cidade, segundo o jornal Chicago Tribune.

O prédio, de quase 300 metros de altura no sul do Central Park, é uma discrepância em um mercado de luxo cada vez mais abrangente. Em outubro, Steven Roth, chefe-executivo da Vornado Trust Realty, afirmou que o prédio estava 85% vendido.

Em novembro, Tong Tong Zhao, fundador de uma mantenedora de hotéis de Xangai, comprou um imóvel, de dois dormitórios e 222 metros quadrados no 27º andar, por US$ 13,4 milhões. O músico britânico Sting e a sua mulher, Trudie Styler, que recentemente venderam uma unidade também de Robert A.M. Stern na região, estão comprando um apartamento no novo edifício.

O recorde de vendas diz mais sobre o pico do último ciclo de imóveis do que sobre o atual impulso de vendas de alto luxo, afirmou Jonathan J. Miller, presidente da elogiada imobiliária Miller Samuel.

“Esteve na minha lista por quatro anos”, afirmou Miller, dizendo que a unidade foi anteriormente avaliada em US$ 250 milhões. Segundo ele, vendas dessa magnitude podem levar anos para serem fechadas, pois as compras foram feitas enquanto o prédio estava começando a ser erguido, em 2015, e o comprador provavelmente tinha de dar uma significativa entrada no final da obra.

Por menos de US$ 10 mil por metro quadrado, a venda foi menos salgada do que os US$ 88 milhões pagos por um apartamento do lado oeste do Central Park, que foi vendido em 2012 pela enorme quantia de US$ 13 mil por metro quadrado, afirmou Miller. Esse apartamento foi vendido para um trust ligado à filha mais velha do bilionário russo Dmitri Rybolovlev.

De modo geral, o mercado de luxo de Nova York está em meio a uma correção de preço. Casas no valor de US$ 4 milhões ou mais tiveram uma média de 447 dias para serem vendidas em 2018, segundo Olshan Realty. Perto do pico do mercado, em 2013, casas similares foram vendidas em apenas 172 dias. No atual ritmo de vendas, levaria mais de seis anos para vender um novo empreendimento em Manhattan, que tem 8 mil unidades, afirmou Miller.

Rumores de vendas recordes circulam no meio imobiliário por anos. Agora que o apartamento está quase pronto, como avaliá-lo? “Essa seria a avaliação mais difícil que já fizemos, porque não há nada para comparar”, disse Miller.


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