A passagem do Matthew pela Flórida, mostra o incrível poder de organização dos americanos.

É muito difícil tomar uma decisão como a de ficar ou fugir de sua própria casa, por mais que você tenha se preparado. A que ponto a destruição poderia chegar? 



Mesmo com toda a tecnologia dos dias de hoje, ninguém pôde prever com exatidão quando, onde e com que intensidade o Furacão Matthew chegaria a Flórida. Mas uma coisa ficou muito clara e visível, uma preparação de guerra foi montada para superar o mais rápido possível, quaisquer danos causados pelos fortíssimos ventos gerados por ele ou pelas inundações causadas pelas fortes chuvas que o acompanhavam.

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Foram centenas de caminhões de todas as companhias fornecedoras de serviços de luz, água, gás e TV, preparados e posicionados, em vários pontos de todas as cidades possivelmente atingidas, equipados e prontos para atender a toda e qualquer chamada de emergência, com a maior rapidez possível.

Tudo foi cancelado, grandes eventos esportivos, shows de artistas famosos, conferências de grandes empresas. Até os parques da Disney fecharam, pela quarta vez na história desde a inauguração. Tudo em virtude da possível passagem de um furacão que poderia passar pela na Flórida com a categoria 4, dentro de uma escala de 1 a 5. O Sul da Flórida seria o primeiro possível ponto de impacto, em uma região qualquer entre as cidades de Miami e Boca Raton.

Caminhões das companhias de eletricidade se movimentam para situações de emergência

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Mais de 2 milhões de pessoas deixaram seus lares. Algumas espontaneamente outras a pedido dos órgãos responsáveis. O que se viu dentre os que ficaram, foi algo muito impressionante em termos de organização e solidariedade. Pessoas assumindo novas posições dentro do seu ambiente de convívio, completamente diferente de suas ocupações tradicionais, tentando da melhor maneira possível manter funcionando a estrutura local, diante de uma possível catástrofe.

A quantidade de pessoas que se dispuseram a trabalhar como voluntárias em todos os possíveis abrigos abertos a população, emocionaram qualquer brasileiro que não está acostumado a viver esse tipo de emergência. Escolas, ginásios, estádios e igrejas ficaram lotados já na noite de quarta-feira. Todos se ajudando mutuamente, trocando informações, fornecendo transporte, roupas de cama e produtos de higiene, em um mutirão solidário que trazia um pouco de conforto aos mais necessitados e palavras de esperança aos mais desesperados.

Quadra de espoprtes uma escola se transforma em abrigo para receber pessoas em situação de risco.

O clima estava realmente tenso, pois era grande a possibilidade do Matthew tocar o solo na Flórida, estado que em 1928 teve o 2° furacão mais mortífero da historia dos Estados Unidos, quando o Okeechobee atingiu a região de West Palm Beach, matando cerca de 2.500 pessoas.

A generosidade espontânea entre os vizinhos também surpreendeu, pessoas oferecendo abrigo, equipamentos de segurança e alimentos para aqueles que aparentavam algum tipo de necessidade.

O Matthew passou pela Flórida sem maiores danos, mas a experiência de viver dentro desse ambiente de medo e solidariedade mexeu muito com a minha família e todos ao meu redor. Mas é claro que por mais incrível que os exemplos de organização e solidariedade tenham sido válidos como aprendizado, esperamos não ter que passar por isso novamente.

Deixe sua experiência nos comentários.

Por RALF FURTADO



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