3 coisas que se aprende em 5 anos nos Estados Unidos

Por RALF FURTADO.

Os primeiros anos são cruciais para quem muda para os Estados Unidos. É uma fase de completa adaptação, tudo é novidade e transformar o local onde se passa as férias em sua casa, é uma batalha diária.

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Todos os anos, dezenas de famílias mudam para os Estados Unidos por diferentes motivos. Mas independente das razões de cada mudança, na opinião de diferentes famílias que embarcaram nessa longa jornada, três coisas são um ponto comum nos primeiros anos da adaptação a nova vida.

A mudança em família ajuda no processo de adaptação. (Foto-MSN)
1. Qualidade de vida não é simplesmente baseada na infraestrutura do local onde se vive.

Quando se muda de pais, geralmente você está em busca de algo novo, diferente, melhor do que você está acostumado em seu pais de origem. Mas durante esse processo, muita coisa importante acaba ficando pra trás.

Em vários momentos distintos na vida nova, muitos fatores internos e externos farão você lembrar algumas vezes com desprezo e outras com saudades do seu país de origem. A casa nova, a cidade mais organizada, a sensação de segurança e as perspectivas de sucesso, irão com certeza, mascarar tudo o que foi deixado para trás.

Os benefícios da vida nova com o tempo se tornam parte da sua vida, você deixa de se sentir um turista e passa a ver tudo como lugar comum. As novidades já não são mais novas e os pequenos defeitos culturais e sociais, começam a ficar maiores e a repetição deles começam a lhe incomodar. Nesse momento, tudo aquilo que estava praticamente enterrado no passado, começa dar sinais de vida. A família, os amigos, as fotos postadas das festas em que você não aparece mais, tudo isso, de uma hora para outra, passa a despertar um sentimento até então esquecido, “saudades de casa”.

É nesse momento que você se dá conta que “Qualidade de Vida” não tem só a ver com infraestrutura, mas tem tudo a ver com felicidade. Se você consegue viver e ser feliz em um local desorganizado e inseguro como o Brasil, então você tem uma boa qualidade de vida. Se esses problemas lhe incomodam muito, a ponto de tornar sua vida infeliz, então, bem vindo a América.

2. O famoso “jeitinho brasileiro” pode te ajudar, mas há possibilidades de te criar um grande prolema.

Dependendo da região que você esteja morando nos Estados Unidos, você provavelmente terá que fazer uma lavagem cerebral, para esquecer os métodos que você aprendeu no Brasil, de como “resolver os problemas”.

Se você estiver morando em uma região com muitos brasileiro e latinos, essa forma de resolver as coisas, pode até ser utilizada em algumas situações, brasileiros e latinos aceitam essa prática com mais naturalidade.

Mas se você morar em uma região mais habitada por americanos nativos, o melhor é nunca tentar dar esse tipo de solução. Os americanos não estão acostumados com essa prática, eles só utilizam o “by the book”, que é a simples execução da regra. Essa falta de flexibilidade pode até te irritar, mas nesse caso é melhor que seja assim, porque a regra vale, e é igual pra todo mundo, você sabe o que esperar, é mais justo e seguro.

O “jeitinho brasileiro” pode não dar problema na hora, mas não é garantido que vá perdurar, pode ser que dê problema no futuro, e se der, você vai pagar por isso, por que nos Estados Unidos, a justiça pode até tarar, mas sempre funciona.

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3. Se você precisa de uma empregada para sobreviver, fique no Brasil.

No Brasil até a sua empregada, tem empregada. Fomos criados assim, todos tem no mínimo uma diarista, que uma ou duas vezes por semana, faz como que por “milagre”, desaparecer a poeira do chão e dos móveis, suas roupas reaparecerem dobradas e passadas dento das gavetas, o banheiro e cozinha ficar brilhando.



 Nos Estados Unidos esse tipo de serviço é para poucos, se você terá que contratar alguém, e provavelmente será uma brasileira ou latina que vai lhe cobrar algo em torno de $100 por 3 a 4 horas de trabalho.

As casas não tem tanta poeira como no Brasil, pois são praticamente seladas, já que na grande maioria das casas e apartamentos, o ar condicionado é central, o que faz com que portas e janelas fiquem o tempo todo fechadas.

Pelo alto custo da mão de obra, tudo é produzido para simplificar a vida das famílias. O projeto das casas, a infinita diversidade dos produtos de limpeza, os appliances sempre de última geração, a enorme oferta de comidas congeladas e restaurantes de fast-food, tudo trabalha em conjunto para reduzir o peso das tarefas domésticas.

Mas nada faria esse sistema funcionar, se não fossem 2 características culturais dos americanos:
  • a educação que vem de berço, todos em casa tem suas tarefas especificas, colocar as roupas na máquina, o lixo pra fora, a louça na lavadora e a limpeza dos quartos e banheiros são obrigações ensinadas desde cedo em todas as famílias.
  • os americanos quase nunca almoçam em casa. As crianças comem na escola e os adultos fazem um lanche na hora que os brasileiros costumam almoçar. Isso reduz muito a quantidade de sujeira que se produz dentro de casa.

A mudança é sempre um processo difícil, todos na família tem que se adaptar. Quanto mais cedo as crianças chegarem, mas rápido e fácil se adaptam a realidade e a cultura americana. Mas é fundamental não esquecer quem somos, de onde viemos, nossa língua e costumes. Pois seremos sempre brasileiros, temos uma história de vida em nosso país de origem e tudo o que foi construído e conquistado por nossos pais e antepassados.


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